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Alfafa


 Botânica

Originária da Ásia, onde já era cultivada vários séculos antes de Cristo, a alfafa disseminou-se mais tarde por toda a Europa e América.
A alfafa (Medicago sativa) é uma planta herbácea,  da família das leguminosas, a mais rica forragem que se conhece para o gado, graças a seu elevado teor de proteínas (14,7%), e de vitaminas A, E, D, e C. Além disso, graças à sua floração, é planta melífera de grande rendimento. Atinge de setenta a cem centímetros de altura, e suas raízes, compridas e pivotantes, aprofundam-se de dois a três metros no solo. Tem folhas pequenas e flores violáceas, azuladas ou amareladas, conforme a espécie ou variedade. Os frutos são vagens espiraladas, com sementes pequenas.
Como as leguminosas em geral, a alfafa tem a propriedade de fixar o nitrogênio do ar, graças à simbiose com bactérias, como Rhizobium meliloti, que provocam a formação, nas raízes, de nódulos com alto teor de nitrogênio. Graças a esse fenômeno, a alfafa enriquece o solo, anualmente, em cerca de 160kg/ha de nitrogênio, proveniente do ar. Prefere solos profundos (no mínimo de três metros), sílico-argilosos, neutros (ph 6,5 a 7,5), ricos em nutrientes, especialmente em fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre e microelementos -- daí a necessidade de adubação pesada para seu cultivo.
No Brasil chamam-se também alfafa algumas espécies do gênero Stylosanthes. Uma delas é a alfafa do Nordeste (trifólio, manjericão-do-campo ou saca-estrepe). Nativa do Brasil, habita desde o estado de São Paulo até as Guianas.