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Alface


 Botânica

Cultivada em dezenas de variedades hortículas, a alface foi de tal modo transformada, devido à intervenção do homem, que hoje é difícil detectar em sua forma a procedência silvestre.
Planta herbácea da família das compostas, a alface (Lactuca sativa) caracteriza-se por suas folhas comestíveis e frágeis, que se dispõem em rosácea e desde a antiguidade são comuns em saladas. As folhas contêm até 95% de água, além de minerais e vitamina A, entre outras. Seu suco calmante e narcótico é usado na medicina caseira contra a insônia, a taquicardia e outras manifestações nervosas.

Ao que parece, a alface deriva de uma planta asiática de ampla dispersão, Lactuca serriola, encontrada também na Europa. No Brasil, as inúmeras variedades em cultivo podem ser classificadas em três grupos: o das alfaces crespas ou frisadas, o das alfaces repolhudas ou paulistas e o das alfaces romanas.

Todas elas se multiplicam por sementes que, postas a germinar à parte, são transplantadas para os canteiros definitivos quando as mudas estão com cerca de dez centímetros de altura. O plantio pode ser feito o ano todo, mas é por volta de março/abril que dá melhor resultado, e só as variedades mais rústicas, ou de folhas menos macias, resistem às chuvas fortes e ao sol do verão. O solo, em geral, é adubado com esterco e mantido úmido. Em condições ideais, é possível colher os primeiros pés de alface sessenta dias após o transplante das mudas.