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Alberto Cavalcanti


 Biografias

Filmes vanguardistas, rodados na década de 1920 na França, e as experiências inovadoras nas duas décadas seguintes no cinema documental e ficcional inglês fizeram de Alberto Cavalcanti um dos nomes mais destacados entre os cineastas de sua geração.
Alberto de Almeida Cavalcanti nasceu no Rio de Janeiro RJ em 6 de fevereiro de 1897. Depois de  estudar direito e arquitetura na Suíça, foi como cenógrafo que fez seus primeiros exercícios em cinema, em filmes de Marcel L"Herbier, Louis Delluc e outros. Naturalizou-se francês e passou à direção em 1926 com Le Train sans yeux (O trem sem olhos) e Rien que les heures (Apenas as horas). O terceiro, En rade (1927; À deriva) tornou-se um clássico e seria por ele refilmado no Brasil como O canto do mar (1954).
Com o advento do cinema falado, foi contratado pela Paramount e realizou versões sonoras, em francês e português, de 21 filmes produzidos em Hollywood. Suas teorias inovadoras sobre a função de ruídos e palavras atraíram a atenção de John Grierson, que o convidou a fazer parte do grupo experimental do General Post Office (Correio Geral) britânico, no qual desenvolveu-se o documentário moderno. Produtor e montador, Cavalcanti contribuiu para filmes marcantes como Coalface (1936; Cara de carvão), Night Mail (1936; Correio noturno), North Sea (1938; Mar do Norte) e outros.
Durante a segunda guerra mundial, na produtora Ealing, combinou documentário e ficção em filmes como The Foreman Went to France (1941; O capataz foi à França) e Went the Day Well? (1942; O dia foi bem?). Logo retornou à ficção pura e dirigiu filmes que lhe consagraram o prestígio: Dead of Night (1945; Na solidão da noite), Adventures of Nicholas Nickleby (1946; Nicholas Nickleby), do romance de Dickens; For Them That Trespass (1948; O transgressor) e outros.
Regressando ao Brasil, Cavalcanti ajudou a criar a Vera Cruz, empresa para a qual produziu Caiçara (1950) e Terra é sempre terra (1951). Na Maristela, dirigiu Simão, o caolho (1952), considerado o seu melhor filme brasileiro, e na Kino-Filmes, O canto do mar e Mulher de verdade (1954). Ainda no Brasil publicou o livro Filme e realidade (1952). Malvisto por suas posições de esquerda e inconformado com o marasmo da vida cultural brasileira, voltou à Europa, onde realizou outros filmes, como Herr Puntilla und sein Knecht Matti (O senhor Puntilla e seu criado Matti), baseado na peça de Brecht. Alberto Cavalcanti morreu em Paris em 23 de agosto de 1982.