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Aeronáutica e astronáutica


 Aeronáutica e astronáutica

Aeronáutica: abordagem histórica
O vôo das aves, admirado pelos antigos, que tentaram em vão descobrir seu segredo, representou durante séculos a única referência sobre o deslocamento dos corpos no ar. As lendas e relatos da tradição greco-romana e de outras fontes de conhecimento do passado, como as mitologias da Índia e da China, orientaram os primeiros trabalhos de pesquisa e experiência de vôo, em que a fantasia e a ansiedade de alcançar o objetivo predominavam, na maior parte das vezes, sobre o raciocínio científico.
O advento do racionalismo que caracterizou o Renascimento possibilitou o surgimento dos primeiros modelos teóricos de máquinas voadoras, baseados quase sempre nos princípios físicos que regem o comportamento do pára-quedas e do planador, de que o gênio criador de Leonardo da Vinci projetou diversas variantes na transição do século XV para o século XVI. Estava ainda muito longe de se tornar realidade, no entanto, o domínio dos ares por aparelhos que permitissem um deslocamento dirigido e com aceitável autonomia de vôo.
A partir do século XVIII, o experimentalismo científico consolidou-se progressivamente como método de comprovação dos conhecimentos teóricos. Obteve-se assim um notável corpus de princípios físicos, com vasta aplicação nas primeiras experiências de vôo. Entre eles, pesquisas sobre mecânica dos fluidos, aerodinâmica, densidade e atrito, realizadas por cientistas como Daniel Bernoulli e Isaac Newton, que enunciou a lei da gravitação universal, fundamento da mecânica.
O pensamento iluminista levou, portanto, a estudos cada vez mais detalhados sobre o que se poderia considerar uma incipiente teoria aeronáutica e a experiências de vôo, geralmente.