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Adam Smith


 Biografias

Conhecido principalmente como fundador da economia liberal clássica, Adam Smith desenvolveu teorias econômicas que estavam inseridas dentro de um amplo sistema de filosofia política e social.
Adam Smith foi batizado em 5 de junho de 1723 em Kirkcaldy, Escócia. Estudou filosofia na Universidade de Edimburgo e no Balliol College de Oxford. Em 1748, radicado em Edimburgo, deu cursos sobre ética e economia. Interessou-se pela questão do "progresso da riqueza" e expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "óbvio e simples sistema da liberdade natural", que mais tarde divulgaria em sua obra fundamental. Data dessa época sua amizade com o filósofo David Hume, cujas doutrinas empiristas e iluministas exerceram grande influência sobre ele.
Nomeado, em 1751, professor de lógica na Universidade de Glasgow, Adam Smith assumiu posteriormente a cadeira de filosofia moral. Em 1759, publicou seu principal tratado sobre essa disciplina, The Theory of Moral Sentiments (Teoria dos sentimentos morais). Nessa obra, vinculada à escola do sentido moral iniciada por Francis Hutcheson, Smith destacava, como princípio básico da consciência moral do indivíduo, a imparcialidade no julgamento das próprias ações e do comportamento alheio.
Entre 1764 e 1766, Smith viajou pela Europa como tutor do duque de Buccleuch. Durante esse tempo, teve a oportunidade de conhecer filósofos como Voltaire e François Quesnay, fundador da fisiocracia. Depois de retornar à Grã-Bretanha, abandonou a atividade acadêmica e alternou sua residência entre Kirkcaldy e Londres, enquanto preparava sua principal obra: An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (1776; Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações), que teve importância fundamental para o nascimento da economia política liberal e para o progresso de toda a teoria econômica.
Com um estudo rigoroso sobre a formação, o investimento e a distribuição do capital, Smith afirmou a teoria do valor-trabalho, segundo a qual a fonte única de riqueza é o trabalho, que já nas comunidades primitivas determinava o valor de troca dos objetos em função do esforço necessário para obtê-los. As sociedades industriais se diferenciariam das anteriores por uma maior acumulação de riquezas, como resultado das inovações tecnológicas que a divisão do trabalho e o aumento de emprego produzem.
Smith chegou à conclusão de que todo sistema econômico em que existisse a livre atividade dos indivíduos se desenvolveria de forma harmônica, de acordo com um modelo de crescimento contínuo da riqueza geral do país. Baseou-se para isso no fato de empresários e trabalhadores serem guiados pela mesma lei psicológica natural da busca do interesse próprio -- que impulsiona os primeiros a conseguirem o maior lucro possível e os últimos a oferecerem sua força de trabalho ao capitalista que a remunere melhor -- e por serem a oferta e a demanda dos produtos, da mesma forma que seus custos de produção, reguladas espontaneamente pela "mão invisível" que estabelece a competição no mercado.
Em 1777, Smith foi nomeado inspetor de alfândega em Edimburgo, onde passou o resto da vida, e encerrou sua carreira profissional como reitor da Universidade de Glasgow. Durante os últimos anos de vida, trabalhou em dois tratados, que não chegou a redigir, sobre teoria e história do direito e sobre os princípios da ciência e da arte. Partes deste último foram publicadas postumamente em Essays on Philosophical Subjects (1795; Ensaios filosóficos).
Dois séculos depois de sua morte em Edimburgo, em 17 de julho de 1790, Adam Smith permanece como uma das figuras mais destacadas da história do pensamento econômico, o primeiro elo de uma corrente em que se incluem autores fundamentais como David Ricardo e Karl Marx.